Portugal: País realizou 50 mil abortos desde 2007
16 de Julho de 2010
«Federação Portuguesa pela Vida» (FPV) revela que desde 2007 foram realizadas no país 53 500 interrupções voluntárias da gravidez. Valores não param de aumentar visto que, em 2007, efectuaram-se 15 370 abortos e em 2010 o número é já de 19 456, ou seja, um acréscimo de 27 por cento. Os números constam do estudo «Liberalização do Aborto em Portugal, três anos depois».
Segundo a presidente da FPV, Isilda Pegado, «é urgente fazer uma reavaliação da lei que há três anos permite a interrupção voluntária da gravidez». «Não podemos continuar a cortar no subsídio de desemprego e ter dinheiro gasto indiscriminadamente com o aborto», diz Isilda.
De acordo com a «Direcção Geral de Saúde» (DGS) os abortos legais custaram mais de 30 milhões de euros ao Estado.
Em conferência de imprensa realizada na quarta-feira, 14 de Julho, a FPV apresentou dados que demonstram que o actual quadro legal não defende a maternidade nem a dignidade da mulher e implica gastos, por parte do Estado, que deveriam estar a ser utilizados para a promoção de políticas socais efectivas.
«O dinheiro que é gasto na destruição da maternidade, pois é isso que se trata quando se fala de aborto, deveria de ser usado para as mulheres com dificuldades. Hoje, as mulheres estão mais abandonadas do que nunca nas suas dificuldades e é preciso uma sociedade mais solidária», explicou a líder da FPV.
O ano de 2007 fica marcado também pelo facto do número de mortes ter superado o número de nascimentos.
«Faltam 20 mil nascimentos em Portugal, mas fazem-se 20 mil abortos por ano. É um alerta de grande preocupação para o futuro do país», salientou Isilda Pegado, argumentando que «o apoio à maternidade neste momento é um deserto».
(RONNY MARINOTO)