O Secretário-Geral das «Nações Unidas» voltou a pedir a todas as partes envolvidas no conflito em Darfur para tentarem alcançar a paz de forma séria.
Em relatório sobre a província sudanesa divulgado na segunda-feira, 19 de Julho, Ban Ki-moon cita a violência em curso, deslocamentos e violações de direitos humanos na região apesar de várias tentativas apoiadas pela ONU para acabar com as hostilidades.
No documento, o Secretário-geral refere que se registaram este ano alguns sinais de progresso em Darfur, incluindo a assinatura de um acordo fronteiriço entre o Sudão e o Chade e a realização de eleições pacíficas no território.
Ban afirma, no entanto, que os esforços em direcção à paz voltaram a ser frustrados pela fragmentação dos grupos armados na província e pela continuação de operações militares.
O relatório refere-se aos confrontos entre tropas do governo e o grupo rebelde «Movimento para a Igualdade e Justiça» (JEM), no mês de Maio, em violação ao acordo de cessação das hostilidades assinado pelas duas partes no início do ano.
Segundo a ONU, Maio foi o mês mais sangrento desde o estabelecimento da missão conjunta das «Nações Unidas» e «União Africana» em Darfur (Unamid) em 2007.
Além disso, conflitos tribais, deslocamentos, actos de banditismo e violações de direitos humanos prosseguiram no primeiro semestre deste ano. Cinco militares da Unamid também morreram numa série de ataques nestes últimos meses.
Cerca de 300 mil pessoas foram mortas e outras 2,7 milhões deslocadas em Darfur desde 2003, em resultado de conflitos entre rebeldes e forças governamentais apoiadas pelas milícias Janjaweed.