Europa: Dez países juntam-se à Itália para defender crucifixos
2 de Julho de 2010
O Governo italiano interpôs ontem recurso, perante o «Tribunal Europeu dos Direitos Humanos», em relação à decisão que, no ano passado, declarou que a presença de crucifixos nas salas de aula das escolas públicas violava os direitos humanos dos alunos.
O caso de 2009 tinha sido colocado por uma italo-finlandesa que protestava contra a presença daquele objecto religioso na escola dos seus filhos.
Um conjunto de dez países juntou-se ao Governo italiano para protestar contra decisão. Trata-se de estados tradicionalmente católicos ou ortodoxos, como Malta, São Marino, Mónaco, Chipre e Grécia. Curiosamente, há ainda cinco países ex-comunistas no lote, nomeadamente a Rússia, Lituânia, Bulgária, Roménia e Arménia.
Até agora nenhum Estado se assumiu publicamente favorável à proibição.
Para além de alegar que a presença dos crucifixos não serve um propósito doutrinário, mas sim de afirmação da identidade cultural do país, os governos mostram-se preocupados com eventuais repercussões da decisão, caso se mantenha.
O advogado Joseph Weiler, que representa oito dos Estados, afirma que ficarão em risco as bandeiras nacionais que contêm cruzes e até os hinos que mencionam Deus. «Não penso que todos os que cantam ‘God Save the Queen’ acreditam em Deus. O Reino Unido poderá um dia decidir alterar essa frase, mas essa decisão não cabe ao tribunal».
As informações são da «Rádio Renascença».