Quénia: ONG usa experiência no combate ao tráfico de pessoas
3 de Setembro de 2010
A organização não-governamental «Awareness Against Human Trafficking» (HAART, na sua sigla original), localizada no Quénia, está a utilizar a experiência de seus colaboradores para auxiliar no combate ao tráfico de seres humanos.
Segundo dados internacionais, cerca de dois milhões de pessoas por ano são vítimas de tráfico de seres humanos e o Quénia é um dos países africanos afectados por este tipo de crime. Segundo o «Relatório de Tráfico de Pessoas», o país é ponto de origem, trânsito e destino de homens, mulheres e crianças vítimas do tráfico de pessoas, obrigadas ao trabalho forçado, ao trabalho infantil e à exploração sexual.
Em particular, as crianças vítimas do tráfico são empregadas nos trabalhos domésticos, como escravas sexuais, especialmente no turismo sexual ao longo da zona costeira, no trabalho forçado na agricultura, na pesca, na pastorícia, ou são forçadas a mendigar. Os traficantes, que ganham a confiança das famílias pobres através de laços familiares, tribais ou religiosos, oferecem com engano a oportunidade de educar os filhos na cidade e para as mulheres um trabalho honesto.
Para ajudar as vítimas do tráfico de seres humanos e sensibilizar as autoridades e a população sobre este problema, a HAART conta com pessoas experientes em temas sociais, sobre o tráfico de seres humanos, sobre o trabalho infantil e a exploração sexual.
Um dos fundadores da organização é a Irmã Maria O'Malley, das «Missionárias Médicas de Maria» (Medical Missionaries of Mary-MMM), que há 25 anos trabalha sobre estas questões na região.
O HAART também usa a grande experiência de Radoslaw Malinowski que dirigiu o escritório de tráfico de seres humanos no «Centro de Interesse Social», em Malawi, e coordenou os estudos sobre o tráfico de seres humanos e seu impacto na segurança na África do Sul, para o Dennis Hurley Peace Institute, promovido pela «Conferência Episcopal Sul-africana» (SACBC).
O HAART actuará na sensibilização de possíveis vítimas de tráfico, especialmente mulheres e crianças, na criação programas de ajuda à vítimas do tráfico, na construção de alianças públicas e particulares para o desenvolvimento de políticas de redução da pobreza, o principal factor que gera a exploração de seres humanos.
(RONNY MARINOTO)