Paquistão: Cristãos querem fim de lei discriminatória
26 de Julho de 2010
«Conselho Mundial de Igrejas» (WCC) enviou uma carta aberta ao Presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, a pedir a imediata revogação da lei sobre a blasfémia, que viola a liberdade civil e religiosa e é «a maior fonte de perseguição das minorias religiosas no Paquistão».
Com este apelo, o CMI se une a inúmeras instituições da sociedade civil e religiosa, como a Igreja paquistanesa, a organização «Ajuda à Igreja que Sofre» e o «Parlamento Europeu», que pedem a revogação desta lei.
Segundo o CMI, a introdução da lei sobre a blasfémia no Código Civil paquistanês interfere na liberdade civil e religiosa, pois muitas vezes é usada por grupos extremistas para cometer abusos e violências arbitrárias contra as minorias religiosas.
Na passada semana, dois irmãos cristãos acusados de blasfémia e absolvidos em tribunal foram assassinados na cidade de Faisalabad.
O Conselho declara-se preocupado, pois a lei é «inimiga e destrutiva da harmonia e do bem-estar das pessoas que vivem juntas em uma sociedade marcada pelo pluralismo religioso». «O abuso da lei produz violência física e psicológica, até a perda da vida, de pessoas inocentes: esta é uma violação dos direitos fundamentais garantidos pelo Artigo 36 da Constituição do Paquistão», refere o Conselho.
(RONNY MARINOTO)