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Sudão: Ausência do JEM não encerra processo de paz
27 de Julho de 2010

Retirada do «Movimento para a Igualdade e Justiça» (JEM) do processo de paz em Darfur, facilitado por Doha (Qatar), «não significa o fracasso deste processo», declarou o medianeiro das Nações Unidas e da União Africana (UA), Djibril Bassolé.

 

Bassolé indicou que não é a pela primeira vez que o JEM, co-signatário do acordo de paz de Doha, suspende a sua participação no processo de paz para regressar novamente à mesa das negociações.

 

Este medianeiro afirmou que o processo de Doha deve continuar mas que, ao mesmo tempo, se vai, «por todos os meios» convencer o líder do JEM, Khalil Ibrahim, a reatar com as negociações.

 

Djibril Bassolé disse que num processo de paz, como o de Doha, não é preciso falar em termos de fracasso, mas sim em termo de avanços e ganhos. O medianeiro sublinhou que apenas haverá uma solução global e definitiva quando todas as partes e os protagonistas se comprometerem a fazer a paz.

 

«A única via para se chegar a uma paz duradoura é prosseguir com o diálogo», sustentou.

(RONNY MARINOTO)



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