Colômbia: Não esquecer dos sequestrados
3 de Julho de 2009
Ao celebrar um ano de sua libertação, na quinta-feira, 2 de Julho, Ingrid Betancourt pediu às autoridades colombianas e mundiais «não esquecer dos outros sequestrados que continuam a sofrer em cativeiro».
A ex-candidata presidencial da Colômbia, refém por seis anos das «Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia» (FARC), solicitou a este grupo terrorista a liberdade de todos os sequestrados e precisou que «a guerrilha não pediu permissão ao governo para sequestrá-los, tampouco deve pedir permissão para liberá-los».
Em declarações à Rádio Caracol, Betancourt disse «sofrer muito com a situação dos companheiros sequestrados». «A nossa libertação (Ingrid e mais 14 reféns) não pode justificar o fechamento da página. O mundo deve saber que nossos companheiros seguem lsequestrados, 12, 13 anos em cativeiro», declarou.
«Enquanto estive sequestrada nunca a perdi a fé, porque eu sabia que o que me aconteceu, Deus tinha coordenado de algum jeito em sua agenda, lá em cima. Então eu tinha essa certeza», revelou Betancourt. «Agora, levanto-me pelas manhãs e abro os olhos, vejo um teto em cima de mim, observo todas as coisas normais e todas as manhãs dou graças a Deus», concluiu.
(RONNY MARINOTO)