Vaticano: Papa solidário com vítimas do sismo no Haiti
13 de Janeiro de 2010

Informado sobre a destruição provocada pelo terramoto que atingiu a capital do Haiti, Port-au-Prince, na tarde de terça-feira, 12 de Janeiro, Bento XVI lembrou a situação dramática desse país, ressaltando antes de tudo as graves perdas humanas.
Na audiência geral desta quarta-feira, o Papa convidou todos os presentes e ouvintes a unirem-se a ele na oração pelas vítimas da catástrofe e por aqueles que choram seus mortos.
Oferecendo a sua solidariedade espiritual aos que perderam suas casas e a todos os que passam privações por esta calamidade, o Pontífice implorou a Deus para que console e alivie o sofrimento dos haitianos.
«A generosidade de todos é importante a fim de que, neste momento de necessidades e de dor, não lhes falte a nossa concreta solidariedade e a ajuda da comunidade internacional», referiu o Santo Padre.
«A Igreja Católica foi imediatamente accionada, através de suas instituições de caridade, para ir ao encontro das carências prioritárias da população», garantiu Bento XVI.
A «Cáritas Italiana» definiu o sismo como «uma enorme catástrofe», quando, mesmo sem dados oficiais, acredita-se que centenas de pessoas morreram e que haja muitos soterrados nos escombros. Há ainda outras centenas de feridos e sabe-se que milhares ficaram desalojados na sequência do abalo, que durou quase um minuto.
A «Secours Catholique», associação católica francesa de luta contra a pobreza, lançou também um apelo ao envio de bens para aquele país das Caraíbas.
«A maior parte dos produtos de primeira necessidade (ajuda alimentar, produtos de higiene, medicamentos) e materiais necessários à reconstrução serão adquiridos na região, a fim de limitar os custos de transporte e de armazenamento, auxiliando igualmente a economia local fragilizada por esta catástrofe», indica a organização não-governamental.
Ambas as organizações já disponibilizaram contas bancárias para o depósito de donativos (Cáritas Italiana, Secours Catholique).
O Haiti é o país mais pobre do hemisfério ocidental: 80 por cento da população vive abaixo do limiar da pobreza, com acesso a menos de dois dólares por dia. A capital alberga entre dois a três milhões de pessoas, agrupadas em bairros de lata. Outros seis milhões estão dispersos pelo resto do país, sobrevivendo sobretudo da agricultura de subsistência.
(RONNY MARINOTO)