Quénia: Violência pós-eleitoral foi organizada
4 de Março de 2010
Promotor do «Tribunal Penal Internacional» (TPI), Luis Moreno Ocampo, indicou que altos dirigentes e homens de negócios associados aos principais partidos políticos no Quénia organizaram, instigaram e financiaram ataques contra populações civis com base na sua afiliação étnica ou política, durante a violência que se seguiu às eleições de Dezembro de 2007.
Num comunicado divulgado em Haia, Holanda, sede do TPI, o promotor disse que altos dirigentes do partido governamental e da oposição estavam motivados por objectivos políticos para manterem ou alcançarem o poder.
Ocampo afirmou que eles usaram redes pessoais, tribais, do governo ou de negócios para cometerem os crimes.
O promotor salientou que os principais responsáveis pela onda de violência implementaram a sua política com a ajuda de funcionários do estado e de instituições públicas e privadas, tais como parlamentares, oficiais da polícia e gangues de jovens.
Luis Moreno Ocampo forneceu aos juízes do TPI uma lista contendo a descrição dos incidentes mais graves e os nomes de 20 pessoas que alega serem os principais responsáveis pelos crimes.
O promotor reiterou que nenhum dos indivíduos identificados respondeu ainda pelos crimes no Quénia e pediu ao tribunal para tomar uma decisão urgente, já que tanto as vítimas como os suspeitos necessitam de justiça.
(RONNY MARINOTO)