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Nigéria: Novos ataques fazem mais de 500 mortos
9 de Março de 2010

Conflito de domingo, 7 de Março, entre muçulmanos e cristãos deixou mais de 500 mortos e 200 feridos na cidade de Jos, na Nigéria. Na origem das disputas misturam-se as diferenças religiosas, questões económicas (terras, gado e recursos naturais) e políticas.

 

O ataque é o mais recente episódio do confronto étnico-religioso do Estado de Plateau, região onde o norte muçulmano da etnia fulani encontra-se com o sul cristão da etnia berom.

 

As vítimas, muitas mulheres e crianças berom, foram esquartejadas e o ataque foi classificado como uma vingança de anteriores confrontos.

 

Para o nigeriano Chima Korieh, professor assistente do «Departamento de História da Universidade de Marquette», nos Estados Unidos, existem aspectos religiosos que explicam os confrontos, mas não se pode descartar as questões económicas e políticas.

 

«A maior parte desta região é habitada por cristãos, mas há muitos muçulmanos a emigrar para lá. Isso tem feito com que haja contestação em torno dos recursos naturais e da terra. Os cristãos acham que os muçulmanos querem tomar o que é deles, e o governo não tem feito nada», explica Korieh.

 

De acordo com as informações, os fulanis são nómadas e criadores de gado que foram para a região de Jos em busca de pasto. Já os berons são agricultores e controlam as terras férteis.

 

«É preciso definir a quem pertencem os recursos e de quem é a terra. Se nada for feito, os confrontos continuaram a acontecer», afirma Korieh.

 

O último confronto entre cristãos e muçulmanos na região aconteceu em Janeiro deste ano e deixou 300 mortos.

(RONNY MARINOTO)



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