Mundo: «Dia Internacional da Mulher»
8 de Março de 2010

Celebra-se nesta segunda-feira, 8 de Março, o «Dia Internacional da Mulher». Data é ocasião para reivindicar a participação plena e igualitária na sociedade, e dia de luta contra a discriminação.
Em 100 anos de luta (desde 1909), as mulheres obtiveram conquistas em vários segmentos da sociedade: do direito ao voto e a conquista do mercado de trabalho, tiveram vitórias nos campos da saúde, da luta contra a violência doméstica e contra a discriminação sexual.
No entanto, de acordo com a «Organização Internacional do Trabalho» existe ainda uma lacuna significativa entre homens e mulheres em relação a oportunidades e qualidade de emprego.
No detalhe, as mulheres hoje trabalham mais, mas os salários continuam muito inferiores aos dos homens.
Para a «Alta Comissária da ONU Para Direitos Humanos», Navi Pillay, há uma preocupação especial com os crimes de honra, quando 5 000 casos ocorrem todos os anos e não são notificados pelos meios de comunicação social.
Pillay afirma que em nome da preservação da honra da família, mulheres e raparigas são apedrejadas, queimadas, enterradas vivas e estranguladas com uma regularidade terrível.
A Alta Comissária da ONU indica que as razões para este tipo de crimes variam. Muitas vítimas são acusadas de terem violado práticas tradicionais ou normas comunitárias sobre a sua conduta sexual, ou simplesmente expressaram o desejo de escolher o seu próprio marido, pediram divórcio ou reivindicam herança.
Navi Pillay salienta que o problema é exacerbado pelo facto de em muitos países a legislação doméstica não responsabilizar criminalmente os perpetradores de tais ofensas.
Neste sentido, o «Fundo de Desenvolvimento da ONU para as Mulheres» (Unifem) lançou um «Centro Virtual para acabar com a Violência contra Mulheres e Raparigas».
O projecto visa ajudar decisores e activistas no mundo a prepararem, implementarem, monitorarem e avaliarem políticas e programas na área de defesa das mulheres. O site junta boas práticas e lições aprendidas até agora e recomenda iniciativas para erradicar o flagelo.
(RONNY MARINOTO)