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Nigéria: Governo admite 326 mortos
27 de Janeiro de 2010

Autoridades nigerianas confirmaram a morte de pelo menos 326 pessoas após quatro dias de confrontos entre cristãos e muçulmanos na cidade de Jos. Governo promete que levará os responsáveis pelas mortes à justiça.

 

É a primeira vez que as autoridades informam sobre o número de mortos nos confrontos, quando algumas notas não oficiais chegaram a falar em até 500 vítimas fatais.

 

Ikechukwu Aduba, da polícia de Plateau, disse que 303 pessoas foram presas por alguma ligação com os tumultos em Jos, cidade localizada entre o sul cristão e o norte muçulmano da Nigéria. Das pessoas detidas, 139 foram levadas para a capital da Nigéria, Abuja, para interrogatório.

 

O chefe de polícia prometeu que as pessoas detidas serão julgadas em Jos, já que as pessoas queixam-se de que os envolvidos em episódios anteriores de violência conseguiram liberdade em Abuja e nunca enfrentaram um julgamento.

 

Também ficam por esclarecer os factos que desencadearam o recente derramamento de sangue. O comissário de polícia refere que o motivo foi uma igreja cristã incendiada por jovens muçulmanos, facto que foi negado pelos líderes desta comunidade. Já os muçulmanos dizem que a violência começou com uma discussão sobre a reconstrução de uma mesquita, destruída em Novembro de 2008, em um bairro predominantemente cristão.

 

De acordo com as informações, há cerca de 40 mil pessoas a viver em campos de refugiados nos arredores de Jos.

(RONNY MARINOTO)



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