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Estados Unidos: Atleta trocou a fama em Vancouver 2010 pela vocação religiosa
19 de Fevereiro de 2010

Em 1998 nos «Jogos Olímpicos de Nagano», no Japão, uma velocista americana de apenas 17 anos deslumbrou o mundo do desporto. Jornalistas previram uma carreira de êxito para Kirstin Holum e um futuro prometedor que teria chegado ao seu clímax nos «Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver 2010». Deus tinha outros planos para ela que decidiu deixar tudo e converter-se em religiosa.

 

Em 1998 Holum ficou em sexto lugar na competição de velocidade de três mil metros, em uma disciplina dominada por atletas com média de 30 anos. Naquela oportunidade, a ganhadora da medalha de ouro foi a alemã, Gunda Niemann-Stirnemann, de 32. Por isso se esperava que Kirstin viveria o melhor momento de sua carreira nos jogos de Vancouver 2010.

 

Kristin aprendeu a patinar graças à sua mãe, Dianne Holum, que brilhou nas olimpíadas de 1972 onde ganhou a medalha de ouro em sua especialidade e foi treinadora de Eric Heiden, ganhador de cinco medalhas de ouro nos jogos olímpicos de inverno.

 

Em declarações à «Yahoo Sports», Kirstin Holum, que é conhecida agora como a irmã Catherine, disse que a patinagem de velocidade era uma imensa parte de sua vida. «Eu ainda adorava o desporto, mas tive este chamado incrivelmente forte que me dizia que era tempo de seguir por um caminho distinto na vida», revelou.

 

Após relatar sua visita ao «Santuário de Fátima», onde decidiu consagrar sua vida a Deus, irmã Catherine contou como foi curiosa a mudança em sua vida. «Tive o maravilhoso privilégio de competir em uma olimpíada, e agora sou abençoada servindo a Deus e àqueles menos afortunados».

 

Logo depois de completar seus estudos em arte, incluindo uma tese sobre as «Olimpíadas no Instituto de Arte de Chicago», Holum se uniu às «Irmãs Franciscanas da Renovação», que se dedicam a «trabalhar com os pobres, os indigentes e pela evangelização».

 

Irmã Catherine começou seu serviço no bairro do Bronx, em Nova Iorque e tempo depois passou a Leeds, Inglaterra, e vive actualmente no convento de Saint Joseph.

 

«Quando dou meu testemunho é divertido ver a reacção dos jovens logo depois de dizer-lhes que estive em uma Olimpíada», brinca e acrescenta que «seus olhos se abrem muito e põem mais atenção. É muito bom compartilhar com eles».

 

«Acredito não ser exactamente o que alguém esperaria normalmente de uma religiosa, mas sei que é bom que as pessoas saibam que os membros de uma ordem religiosa podem chegar de qualquer contexto ou forma de vida. Ao final, tudo é questão de compromisso com a mensagem» do Evangelho, afirma a irmã Catherine.

 

Com informações de «ACI Digital».

(RONNY MARINOTO)



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