Aérica Latina: Cerca de 14 milhões voltaram à pobreza
15 de Fevereiro de 2010
Cerca de 14 milhões de latino-americanos voltaram à situação de pobreza como consequência da crise económica, segundo estimativas do «Banco Mundial» (BM).
De acordo com o director regional do Banco, a América Latina retornou em 2009 aos níveis de pobreza de 2007, o que significa que foram perdidos os avanços de dois anos. «Isso se deve, entre outros motivos, à impossibilidade de gerar novos empregos e inclusive em alguns casos ao aumento do desemprego, como efeito da crise», afirmou Felipe Jaramillo.
Dados do BM indicam que há oito anos que os níveis de pobreza na região vinham diminuindo e agora houve uma interrupção.
Para Jaramillo, o desemprego subiu principalmente nos países mais afectados pela crise económica como o México ou a região da América Central e muitas das ilhas das Caraíbas, enquanto afectou menos os países que puderam reagir bem à crise, sobretudo na América do Sul.
No entanto, destacou que, em linhas gerais, a América Latina pôde reagir à crise económica graças a «grandes planos» e em casos como os do Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia e Chile, «com transferências directas às famílias mais pobres para evitar que possam ficar sem recursos para se alimentar».
Para solucionar esse retrocesso nos níveis de pobreza, Jaramillo defendeu «retomar o crescimento que havia desde a década de 1960».
«Fazia 40 anos que não tínhamos crescimentos em nossas economias tão altos e por isso a luta contra a pobreza avançou tanto», assegurou.
Além disso, ele defendeu uma diversificação da economia na região que «permita gerar mais emprego e que não esteja exclusivamente associado às (exportações de) matérias-primas».
(RONNY MARINOTO)